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ISRAEL
- Área: 20.770 km2
- Capital: * Tel Aviv (sede diplomática)
* Jerusalém (sede do governo, reivindicada pelos israelenses, mas
não reconhecida
internacionalmente)
- Crescimento Demográfico anual: 1,7%
- Estatuto: República
- Língua: hebraico, árabe, ídiche
- Moeda: siclo (ISL)
- População: 4.820.000
- Regime de governo: Parlamentarista
- Religião: * 85% judaísmo
* 13% islamismo
PALESTINA
- Área: * Cisjordânia: 5.860 km2
* Faixa de Gaza: 356 km2
- Capital: * Gaza (sede administrativa)
* Jerusalém Oriental (reivindicada pelos israelenses, mas não
reconhecida internacionalmente)
- Crescimento Demográfico anual: 1,7%
- Estatuto: território autônomo sob ocupação
israelense
- Língua: árabe
- Moeda: siclo (Israel)
- População: * Cisjordânia: 1.100.000
* Faixa de Gaza: 800.000
- Religião: * 95% islamismo
* 5% cristianismo
História de Israel e Palestina
De 1923 a 1948 quem dominava essa região eram os ingleses, que na tentativa de conciliar árabes e sionistas firmou um tratado de independência futura. Com a guerra na Alemanha os sionistas cooperaram muito com os aliados com o desejo de combater o regime nazista e fortalecer sua posição junto das potências ocidentais. Em contra partida os árabes perderam terreno.
Assim, nos primeiros 5 anos de guerra 75.000 judeus emigraram para a região, organizando um exército clandestinos de judeus que em 1942, com o apoio dos judeus dos Estados Unidos conseguiu aprovar o fim do domínio inglês, o reconhecimento de uma comunidade judaica e de um exército. Porém haviam dois obstáculos a serem ultrapassados: expulsar os ingleses que insistiam em não sair da região e decidir quem dominaria depois da retirada inglesa, os árabes ou os judeus, pois eles continuavam lutando pela posse do território. Por isso, em 1947 a ONU aprovou o plano de partilha da região entre árabes (Palestina: Faixa de Gaza e Cisjordânia), judeus (Israel) e de uma zona internacionalizada ao redor de Jerusalém.
Derrotados todos em 1948, os judeus fizeram com que os árabes fugissem para países vizinho, os ingleses abandonassem aquelas terras, ficando estas nas mãos do judeus que instalaram um governo provisório. Em 1949 realizaram eleições para o parlamento. E nesse ano Israel ingressou na ONU. No ano seguinte as fronteiras de Israel forma fixadas.
Porém em 1952 as relações entre Israel e seus vizinho árabes foram piorando. Em 1967 incidentes entre Israel e Síria agravaram a tensão, sempre presente na região. O presidente Nasser, do Egito, pediu e obteve a retirada das forças da ONU do Sinai, para onde mandou muitos militares ao mesmo tempo que fazia alianças militares com a Jordânia, Síria e Iraque. Até que Nasser bloqueou o estreito de Tiran à navegação israelense e a guerra começou.
Israel venceu em seis dias, quando ocupou toda a península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza e as Colinas de Golan. A devolução dessas regiões só seria possível para Israel se fosse feito um contrato de paz, o que agravou a crise.
Em 1973 um novo conflito surgia: Síria e Egito contra Israel. Até que a ONU conseguiu acabar com isso.
Internamente, as necessidades de defesa e segurança passaram a ser os aspectos mais importantes de Israel, com reflexos políticos e econômicos. O país gastava muito no setor militar, piorando sua situação econômica.
Com a ajuda dos Estados Unidos, o Egito e Israel chegaram em 1979 a um acordo sobre a devoulução dos territórios ocupados. Mas em 1981 o presidente de Israel iniciou uma política agressiva, invadindo o Líbano em 1982.
Em 1893 o prestígio do governo abalou-se com problemas internos, massacres de israelenses na região ocupada do Líbano e a crise financeira. Iniciando a retirada das tropas israelenses do Líbano em 83. Contudo, Israel não iria terminar a retirada enquanto forças sírias permanecessem no Norte do Líbano, fazendo com que a retirada israelense só terminasse em 1985.
Os ataques muçulmanos (xiitas árabes) contra o Exército do Sul do Líbano (ESL) aumentaram, assim como a Organização para a Libertação da Palestina ressurgia no Sul do Líbano e recomeçava os ataques com mísseis contra cidades israelenses fronteiriças.
Com a ajuda da ONU foram feitas outras negociações visando a devolução das terras ocupadas pelos israelenses.
Em 1896 o primeiro ministro israelense foi substituído por Itzhak Shamir, que acabou com as negociações ocasionando várias rebeliões iniciadas em 1988.
A Autoridade Nacional Palestina sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foi estabelecida pelo acordo de paz assinado entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) em 4 de maio de 1994, no Cairo. O acordo prevê a retirada das tropas israelenses de quase toda a Faixa de Gaza e de uma região da Cisjordânia, ocupados desde 1967. Numa primeira etapa retiram-se as tropas da Faixa de Gaza e de uma região de 56 km2 na Cisjordânia. Mas os militares israelenses ainda ocupam uma parte da Faixa de Gaza e quase toda a Cisjordânia.
Conflito
Depois de 50 anos de existência Israel ainda tem problemas fronteiriços
com a Síria e o Líbano, seus vizinhos, além da séria
Questão Palestina.
Durante esse meio século de vida, o Estado judeu travou quatro guerras
com os países árabes, além de ser agredido em 1991
com a Guerra do Golfo (Iraque x Kwait).
A primeira guerra, da Independência, ocorreu de 1948 a 1949 - quando
Israel foi formado. Contra os israelenses estavam todos seus vizinhos árabes,
mas que não foram suficientes para deter o novo Estado de vencer
a guerra, conquistando ainda novos territórios e aumentando em 50%
sua área.
O segundo conflito, a guerra dos seis dias, aconteceu em 1967, quando Israel
obteve grandes conquistas sobre o Egito, Síria e Jordânia -
ampliando ainda mais seu território.
No ano de 1973, eclodiu a guerra do Yom Kippur, com Egito e Síria
tentando recuperar os territórios perdidos para Israel em 1967.
A quarta guerra, se é que pode ser considerada como tal, começou
em 1982, e ganhou o nome de guerra do Líbano - foi a invasão
do território libanês por israelenses formando a Faixa de Segurança,
que dura até hoje, como a invasão das colinas de Golã,
sírias desde 1967.
Em 1979, foi assinado um acordo chamado Acordos de Camp David, onde Israel
concorda em devolver a Península do Sinai (Adquirida em 1967) para
o Egito.
Contudo Israel, apesar de todas essas vitórias, não obteve
paz; pois continua lutando com um quinto elemento: os palestinos, que foram
destituídos de seu território e hoje se encontram vivendo
em áreas sob controle israelense (Faixa de Gaza e Cisjordânia),
o acampamentos em Israel ou refugiados em países árabes vizinhos.
Assim, desde a doação de uma parte da Palestina para os judeus
pela ONU (Declaração de Balfour) não houve paz na região.
Até entre os próprios judeus criou-se profunda divisão;
a ponto do primeiro ministro de Israel Ytzak Rabin, em 1995, ser assinado
por um judeu, apenas porque o ministro era favorável do Acordo de
Oslo (1993 - "terra para os palestinos e os demais vizinhos em troca
de paz para os israelenses"). Essa divisão entre israelenses
ficou mais clara em 1996 com a eleição de Binyamin Netanyahu
- para primeiro ministro - que defendia um estado judeu que ocupasse quase
toda a terra de Israel. E o fracasso de Shimon Peres a favor do Acordo de
Oslo.
Curiosidades
Israel:
- País estreito no leste do litoral mediterâneo, apresenta paisagens variadas: uma planície costeira limitada por colinas, ao sul, e o planalto de Galiléia, ao norte; uma grande depressão que margeia o rio Jordão até o mar Morto, e o Negev, uma região desértica ao sul que se estende até o Golfo de Ácaba.
- O desenvolvimento econômico deste país é o mais avançado do Oriente Médio. As indústrias manufatureiras, principalmente as de lapidação de diamantes, produtos eletrônicos, e mineração são as mais importantes do setor. O país também possui uma próspera agricultura industrializada que exporta frutas, flores e verduras para a Europa.
- Em 1948 o Estado de Israel foi estabelecido e foi criada uma bandeira. Quem teve a idéia do design foi David Wolffsohn em 1949. A bandeira seria azul e branca como o talit (manto de orações com o qual os judeus se cobrem quando rezam) com fundo branco e uma faixa azul em cima e outra embaixo com uma estrela de David pintada no centro. Isso era para que lembrassem da fé e das orações de gerações passadas. A estrela é um símbolo nacional judaico: dois triângulos, um deles aponta para cima, para tudo que é espiritual; e outro para baixo, para tudo o que é terreno. Esta estrela, então, une o sagrado ao terreno.
- Rios principais:
*Jordão, que deságua no mar Morto.
* Kichon
* Iarkon, que deságua em Tel Aviv, abastecendo esta e Jerusalém, além de ser utilizado para irrigar o Norte do deserto de Negev.
- Agricultura: Usando técnicas de irrigação e cultivos modernos, a agricultura do país produz até no deserto de Negev, alimentando 3/4 da população nacional.
- Petróleo: Encontrado em 1955 no norte de Negev, ele supre 1/5 das necessidades nacionais.
- Transporte e comunicação: Israel conta com uma rede rodoviária ligando as principais cidades. Além de ferrovias e quatro portos comerciais em Haifa, Tel Aviv, Achdod e Jerusalém. As comunicações aéreas são realizadas no aeroporto de Lod, perto de Tel Aviv.
- Governo e administração: Israel é governado pelo Knesset, ou seja, um parlamento, com uma única câmara que possui 120 membros, com um mandato de 4 anos cada, eleitos através da votação do povo. O chefe de Estado é o presidente, eleito pelo Knesset. Este presidente governa o país por 5 anos, podendo ou não ser reeleito. Israel não tem Constituição escrita, sendo a justiça administrada por tribunais civis e religiosos.
- Educação: A educação primária é gratuita e obrigatória para crianças com até 14 anos de idade; as escolas secundárias são mantidas pelos municípios ou voluntários com o auxílio do governo. Existem várias universidades.
A história dos judeus - A terra prometida
Analisando a Bíblia historicamente encontramos a história
de um hebreu, chamado Abraão, obedecendo o comando de Deus, deixou
a Mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã - passando assim a
ser a Terra Prometida dos judeus.
Segundo a Bíblia, Abraão teve vários filhos entre eles,
Isaac e Ismael, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes.
Jacó, os netos de Abraão e os filhos deste, mudaram-se para
o Egito onde foram escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã.
Visando recuperar a Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus
libertou-os do escravismo fazendo uma peregrinação de 40 anos
pelo deserto, durante o qual formaram o seu caráter de povo livre,
levando-os assim a um grande amadurecimento.
Concretizando seu ideal, o povo judeu se estabeleceu às margens do
Rio Jordão, na antiga Palestina, mas não satisfeitos, resolveram
expandir suas fronteiras no reinado de Salomão que consolidou a Monarquia
Judaica.
O império passou a se estender do Egito a Mesopotâmia. Mais
tarde, dividiu-se em dois pequenos reinos que logo foram dominados pelos
Babilônios que expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios
foram dominados pelos Persas, estes, pelos gregos, e estes últimos
pelos Romanos.
Os Romanos permitiram a volta dos judeus a região sob diversas condições,
fazendo com que muitos destes tornassem-se fanáticos, causando revoltas.
Num ato de covardia os Romanos atribuíram a culpa da crucificação
de Jesus Cristo aos judeus, que por isso, até hoje são lembrados
como anti-cristo.
Devido a isso surgiram diversos conflitos entre Cristãos e Judeus,
como por exemplo as perseguições da inquisição
da Idade Média, os pogroms (massacres organizados de judeus), na
Europa Ocidental e até o Holocausto, em nosso século.
Antes do início da disputa por Canaã, judeus e árabes
viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra
inimigos comuns. Exemplo: contra os turcos-otomanos.
No século XIX os judeus conquistaram muitas vitórias, desenvolveram
idéias sionistas ( movimento para a construção de uma
nação judaica) e começaram a migrar para a Palestina.
Mas, foi durante o século XX que os judeus viveram o período
mais dramático de suas vidas.
Na volta para a Palestina, os judeus começaram a ocupar o território
árabe fundando Kibutz ( fazendas coletivas) e cidades, criaram uma
infra-estrutura e lançaram a luta pela independência política,
e foi a partir disso que começaram os conflitos entre árabes
e judeus.
Os judeus alegaram que seu povo seria extinto devido ao fato do Holocausto.
Isso fomentou a idéia de se formar um estado judeu que servisse de
Porto-Seguro para essa etnia. Após três anos do fim da Segunda
Guerra Mundial, foi fundado o estado judeu chamado Israel, mas em seus 50
anos de vida não viveu em paz.
As guerras com os árabes continuam até hoje mesmo tendo sido
assinados diversos acordos de paz com algumas nações árabes
- sem resolver o problema dos árabes, palestinos que com a ocupação
dos judeus foram desalojados, ficando assim sem pátria.
Arafat perde a paciência com Israel
Jerusalém é dividida em duas: a parte ocidental é
Israelense e a oriental é Palestina. Israel recebeu uma montanha
de críticas no Conselho de Segurança da ONU.
Tudo isso devido à um plano de assentamentos israelenses em Jerusalém
e Cisjordânia para dificultar a tomada total desses territórios
pelos Palestinos ( árabes) - desaceleração da Independência
do Estado Palestino. Isso põe em risco o já moribundo processo
de paz do Oriente Médio.
Israel ocupou Jerusalém na Guerra dos Seis Anos em 1967 e a anexou
sem ser reconhecida pela comunidade internacional. Para Israel toda a cidade
é sua capital.
De contra-ataque, Jerusalém anuncia que não haverá
paz, nem segurança, nem estabilidade, se Jerusalém não
for libertada.
Milhares pedem a Saddam Hussein: Ataque Israel
Yasser Arafat proibiu qualquer manifestação pró-Iraque
nas áreas sob seu controle. Durante algum tempo, repetiram-se marchas
pró-Saddam seguidas de choques com as forças de segurança
israelenses, ainda presentes nos territórios.
Momentos antes desta proibição, milhares de palestinos, militantes
da OLP (Organização para a Libertação da Palestina)
e do grupo extremista Hamas (que se opõe aos acordos de paz firmados
pela OLP com Israel) manifestaram-se em várias cidades apoiando o
ditador Saddam Hussein e pedindo ainda, que ele volte a atacar Israel, como
fez na Guerra de 1991. Atacando Israel, este não teria forças
para impedir a independência da Palestina.
Questão Palestina
No início do século XX, cerca de um milhão de árabes
habitavam a Palestina, que estava sob o domínio britânico.
Após a primeira Guerra Mundial, iniciou-se uma luta nacionalista
contra a ocupação britânica e a colonização
judaica.
Em 45, a ONU aprovou a divisão regional, sendo a única forma
de solucionar o conflito entre 1,3 milhão de árabes e 800
000 judeus, sendo decidido pela criação de dois Estados: um
dos judeus, com 14 000 Km quadrados e outro árabe, com 11 500 Km
quadrados. Os países árabes recusaram em aceitar o acordo
o que levou a guerra de 1948/49.
CONSEQUÊNCIA: cerca de 1 milhão de palestinos árabes,
que viviam sob a soberania israelense, perderam seus lares e refugiaram-se
em acampamentos na faixa de gaza ou emigraram para outros países
do Oriente Médio. Cerca de 300 000continuaram em Israel, passando
a viver como cidadãos de segunda classe. Por outro lado, cerca da
metade dos Palestinos árabes continuaram ma Cisjordânia a partir
de 1948 e que em 1967 foi ocupada pelos israelenses.
Os palestinos fizeram movimentos dos mais variados grupos político-ideológicos,
com a OLP sendo sua principal entidade e, liderada por Yasser Arafat, foi
reconhecida inclusive pela ONU como legítima representante do povo
palestino.
A partir de 1988, nas negociações para a formação
do Estado Palestino, assumiram um novo significado quando o rei Hussein,
da Jordânia, resolveu renunciar todos seus direitos sobre a Cisjordânia.
Em agosto do mesmo ano, Arafat afirmou que ä OLP estava disposta a
reconhecer Israel dentro da legitimidade nacional.
Deste modo, o líder palestino estava retirando um dos últimos
obstáculos para haverem negociações diretas entre Israelenses
e Palestinos. A oferta palestina não teve boa resposta de Israel.
O governo teve de manter a OLP como só uma organização
terrorista e se recusou a ceder qualquer parte de seu território.
Vendo por outro lado, nos primeiros meses de 1989, Israel passou a enfrentar
a intifada, uma oposição crescente dos árabes que residiam
ali, cujos movimentos de rua já causaram morte a mais de mil pessoas.
O acordo de paz em resumo
* Israel aceita retirar suas tropas de 13% da Cisjordânia em três
etapas, em um período de 12 semanas. O acordo prevê que os
palestinos terão o controle de 40% da Cisjordânia e de 60%
da faixa de gaza.
* A Autoridade da Palestina aceita prender 30 dos 36 palestinos procurados
por Israel. A CIA decidirá se as provas apresentadas contra os detidos
justificam a prisão. Os palestinos confiscarão armas ilegais.
* Um mês depois do início da retirada Israelense, os palestinos
apresentaram um plano de combate ao terrorismo.
* Um comitê conjunto irá monitorar ações anti-israelenses
em colégios e na mídia.
* Israel concordou em criar dois corredores entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia
para permitir a passagem segura dos palestinos.
* O acordo reforça a proibição de serem tomadas decisões
unilaterais, com a expansão dos assentamentos israelenses, o confisco
de terras e a intenção palestina de declarar um Estado independente
em 04 de maio de 1999.
* Israel aceitou liberar 750 dos 3000 palestinos que mantém presos.
* Os dois lados concordaram com a abertura de um aeroporto palestino na
Faixa de Gaza.
* Israel permitirá a abertura de um porto em Gaza.
* Palestinos e Israelenses começarão, agora, discussões
sobre o status final da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Nessas discussões
serão tratadas as questões de Jerusalém (que os dois
pleiteiam como sua capital), de refugiados palestinos, de repartição
do abastecimento de água e dos assentamentos em territórios
ocupados.
Palestinos
É na Faixa de Gaza e na Cisjordânia que Yasser Arafat, o
presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP - governo palestino), pretende
proclamar o Estado Palestino; com a concretização do Acordo
de Oslo, que sufocou a Intifada.
A revolta das pedras, conhecida como Intifada, aconteceu entre 1987 e 1993,
quando crianças armadas de pedras as atiravam nas tropas israelenses
que entravam em Gaza e Cisjordância.
Outro problema palestino é o Hamas,organização extremista
que se apóia no conservadorismo religioso de Gaza (mais pobre e isolada
que a Cisjordânia) e "ajudou" a eleição de
Binyamin Netanyahu para primeiro ministro israelense em 1996. O povo israelense,
com medo dos atentados do Hamas, elegeu Binyamin, que é mais conservador
(radical contra os palestinos). Assim tornaram-se mais difíceis as
negociações entre o ANP e Israel para a devolução
de Gaza e Cisjordânia. Por isso, outro desafio de Arafat é
tentar deter o Hamas para que este não estrague mais uma vez o diálogo
- que já é tão difícil - entre esses povos.
O Estado por si só, hoje:
Dirigido hoje pelo rimeiro ministro Ehud Barak, do partido trabalhista
de oposição ao conservador partido do Likud, Israel deixou
um pouco de lado os Kibutz (fazendas coletivas) para investir pesado em
sua economia. Movida pela alta tecnologia e financiamento para micro e pequenas
empresas de pontas feitas pelo governo, a economia local vem atingindo grandes
níveis de desenvolvimento econômico. Essas empresas captam
dólares no exterior e geram empregos, dinamizando o setor.
Mas ainda existe em entrave para o crescimento total nacional a estagnação
do PIB israelense. Com os investimentos estrangeiros em queda por causa
da instabilidade política, o congelamento no processo de paz (no
mandato de Binyamin) e os altos juros, a valorização cambial
se desestabilizou. A crise asiática também ajudou nesta estagnação,
aumentando o desemprego, já que alguns investimentos israelenses
são feitos no Sudeste Asiático. Além, é claro,
da contribuição dos conflitos sociais internos, adicionando
mais intranqüilidade no quadro de Israel.
A longo prazo, o desejo israelense é diminuir as profndas contradições
entre o desenvolvimento tecnológico e empresarial e a recessão.
A curto prazo, o cenário continuará desanimador. Politicamente,
o ajuste recessivo só complica a situação econômica,
pois há uma grande diferença entre trabalhadores israelenses
e palestinos que, além de serem tratados com menos direitos, não
podem participar dos projetos de empresas de governo e são taxados
como mão-de-obra desqualificada, ganhando menos. E obviamente com
o aumento da crise, o desemprego aumentou mais entre os palestinos, que
então têm mais um motivo para entrarem nos grupos terroristas.