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A Batalha da Maratona

Logo que as tropas tomaram posições e os sacríficios forneceram bons augúrios, os atenienses, mal foi dado o sinal para atacar, lançaram-se em corrida contra os barbáros; o intervalo que os separava não era de menod de oito estádios. Os persas, quando os viram correndo sobre eles, prepararam-se para os receber; verificando que eram em pequenos números, e , que, apesar disso, se lançavam em passo acelerado, sem cavalaria e sem arqueiros, julgaram-nos atacados de loucura, duma loucura que lhes causaria a perda total. Era o que pensavam os bárbaros, mas os atenienses, em fileiras bem cerradas, combateram de maneira memorável. Foram eles, que saiba, os primeiros a enfrentar o equipamento dos medos e homens com ele equipados, pois até então os gregos só de ouvir o nome dos medos se sentiam aterrados. A batalha em MAratona foi longa. No centro, a vantagem foi dos bárbaros, que , vitoriosos neste ponto, desbarataram os adversários e os perseguiam para o interior; mas nas duas alas a vitória foi dos atenienses. Estes deixaram escapar os bárbaros derrotados e, reunidas as duas alas num só corpo, dirigiram a sua ofensiva contra aqueles que haviam rompido o centro das suas linhas de combate. E a vitória pertenceu aos atenienses. Os persas puseram se em fuga, e os atenienses perseguiram-nos até o mar; chegados lá, incendiaram a armada. Desta maneira capturaram os atenienses sete navios. Com o resto da frota, os bárbaros fizeram-se ao largo e contornaram o Súnio. era seu propósito chegar a Atenas primeiro que os atenienses. Mas estes correram a defender a sua cidade com toda a velocidade que lhes permitiam as pernas, e chegaram primeiro. Os bárbaros atingiram Faleros ( que na época servia de porto a Atenas ) e ancoraram; depois, tomando o caminho de retorno, fizeram rumo à Ásia.

Texto escrito por Heródoto.


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