Universo Online
Web Sites Pessoais

FASTbanner! - Clique Aqui!
Fastbanner!

Progresso Industrial 1870-1914

Os anos entre 1870 e 1914 presenciaram um aumento rápido na marcha da industrialização européia e uma aguda intensificação de interesse em novos mercados coloniais. A Inglaterra e a França estenderam as suas possessões na África e no Pacífico. Em 1880, a Alemanha, a Itália e a Bélgica juntaram-se lhes na disputa por novas colônias. Bismarck assegurou certos territórios africanos para a Alemanha, embora o seu valor econômico fosse limitado. A Bélgica adquiriu uma colônia no Congo. A Itália teve de se contentar com a Líbia e parte da Somália.

A Inglaterra mantinha-se à frente entre as nações fabris, mas outras, em especial a Alemanha, estavam a principiar a desafiar-lhe a preponderância. Chegou o tempo em que o papel de pioneiro da Inglaterra encontrava obstáculos. As máquinas, que eram as melhores do mundo, eram agora menos eficientes do que os modelos mais recentes desenvolvidos no estrangeiro, e os métodos do mercado inglês começavam a ficar fora de moda. Nos dias em que a Inglaterra tinha virtualmente monopolizado a venda de certos produtos em mercados estrangeiros, o cliente não tinha outro remédio senão aceitar o que lhe era oferecido. Agora, os vendedores ingleses achavam difícil adaptar-se à situação competitiva. Para mais, muito industriais ingleses persistiam em treinar a sua mão-de-obra em linhas tradicionais, ignorando métodos modernos mais eficientes.

A Alemanha forneceu muito do ímpeto da nova irrupção da atividade industrial e das inovações que caracterizaram o último quartel do século XIX. A vitória da Prússia em Sédan e a criação de um Reich unido tinha fortalecido muito o moral alemão. Embora em 1873 uma depressão se seguisse ao boom de 1871-1872, um rápido desenvolvimento ocorreu não só nas antigas indústrias da Alemanha, como a do ferro, do aço, do carvão e dos têxteis, mas também na construção de navios, nos produtos químicos e na indústria elétrica. Criaram-se grandes cartéis apropriados às condições da época. Deu-se uma impressionante expansão na exportação de produtos manufaturados e na exportação de invisíveis, como serviços bancários, seguros e embarques. Antes de 1870, a Alemanha tinha contraído empréstimos no mercado internacional de dinheiro, mas, depois disso, a sua riqueza nacional aumentou a tal ponto que ficou apta a investir grandes somas em empresas mineiras, de plantação, ferroviárias e fabris, em muitas partes do Mundo. Pelo começo do século XX, a Alemanha podia comparar-se a Inglaterra como produtora de aço e em 1914 não estava muito atrás desta como produtora de carvão.

Foi no período que se seguiu a 1870 que a Rússia começou a representar um papel importante na vida econômica da Europa. Embora possuísse vastas fontes de matéria-primas e de trabalho, a Rússia foi vagarosa na industrialização. A sobrevivência da escravatura em 1860, um clima severo, estradas fracas, poucas ligações ferroviárias, rios gelados, falta de portos de água temperada e a lonjura dos seus depósitos de carvão e de minério de ferro, tudo era obstáculos. No entanto, uma vez que o investimento estrangeiro e a ajuda técnica se dispuseram a auxiliar a arrancada inicial, a largada tardia da Rússia e o papel extraordináriamente ativo do Estado asseguraram um progresso espetacular, levando ao mesmo tempo a uma situação paradoxal. Nos princípios do século XX, a Rússia podia gabar-se de uma quantidade de grandes e eficientes empresas industriais tão avançadas como qualquer outra da Europa, e os seus grandes trusts industriais eram tão poderosos como os da Alemanha ou dos Estados Unidos; todavia, ao lado das modernas minas de carvão, das fundições, das instalações mecânicas e das fábricas têxteis existiam também milhares de pequenas oficinas domésticas, que usavam ainda utensílios simples e máquinas manuais.

O progresso no resto da Europa foi muito de vagar comparado com a Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Rússia. O desenvolvimento industrial na França foi firme mas pouco espetacular. A facilidade com que ela pagou a sua indenização á Alemanha, após 1871, e a rapidez com que recuperou dos efeitos desastrosos da Guerra Franco-Prussiana e da Comuna de Paris mostraram a força da sua economia. Novas regiões fabris desenvolveram-se na Terceira República para substituir as perdidas com a anexação alemã da Alsácia-Lorena. Mas as altas tarifas aduaneiras francesas refrearam a expansão do seu comércio com o estrangeiro e a das indústrias navais e de construção naval As indústrias elétricas e química não podiam competir eficientemente com as suas rivais alemãs.

FASTbanner! - Clique Aqui!
Fastbanner!

voltar