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Introdução
A evolução do Capitalismo comercial acabou criando suas próprias contradições. Na Europa, a burguesia tomou conciência de sua importância, buscando o rompimento com os entraves mercantilistas e absolutistas. Ao tentar legitimar seu poder , criou sua própria ideologia, o Iluminismo, utilizando a lógica e o racionalismo para justificar a ascensão ao poder.
No âmbito externo, as sementes das abomináveis idéias francesas atravessaram o oceano, encontrando na América um campo fecundo para a sua germinação. Essas idéias foram difundidas no Novo Mundo, contribuindo decisivavente para o rompimento do pacto colonial, ou seja, o fim da exploração da colônia por sua metrópole.
A Inglaterra, mãe do liberalismo político, acabou sendo alvo de suas próprias idéias. Nas treze Côlonias da América surgiu o primeiro clamor aos princípios da liberdade, lançando a fagulha do liberalismo que acabou acesdendo a fogueira das rebeliões coloniais.
O movimento de independência dos Estados Unidos inaugurou, desta forma a falência do Antigo Regime, influenciando com seus ideais a eclosão da maior revolução da história do Ocidente: a Revolução Francesa.
Exploração inglesa
As divergências pela hegemonia mundial, existente na Europa entre França e Inglaterra, acabaram chegando à América, provocando conflitos pela exploração do comércio colonial. Em 1756 teve início a Guerra dos Sete Anos, na qual a Inglaterra, envolvida em outros palcos de conflito, deixou praticamente aos colonos a defesa de suas possessões na América.
A luta contra os franceses e seus aliados indígenas despertou nos colonos um forte sentimento de autoconfiança, assim como a conciência de sua força militar. Pela primeira vez, as Treze Colônias uniram-se em torno de um ideal comum. Vários líderes surgiram nesse conflito, destacando-se a figura do aristocrata George Washington.
A Inglaterra saiu-se vitoriosa do conflito contra a França, contraindo, porém, uma forte crise econômica devido aos gastos militares. Procurando recuperar seu erário bastante abalado, os ingleses adotaram uma nova política administrativa sobre suas colônias, caracterizada pelo arrocho. A liberdade comercial que os colonos até então possuíam restringiu-se às rígidas práticas do pacto colonial.
Com o término da guerra dos Sete Anos, a Inglaterra proibiu a apropriação de terras situadas ao oeste, entre as regiões dos montes Alleghany e o Mississípi, e entre a Flórida e Quebec, justificando serem reservas indígenas, o que causou forte descontentamento entre os colonos ávidos por novas terras.
No ano seguinte, em 1764, a Inglaterra promulgou a Lei do Açúcar, que estabelecia uma taxa sobre o melaço comercializados pelos colonos com outras nações. Novas restrições mercantilista surgiram quando, em 1765, foi aprovada a Lei do Selo, pela qual a metrópole inglesa obrigava que vários produtos, como jornais, revistas, baralhos e livros, fossem sobretaxados com um selo.
A recusa do governo britânico em retirar os impostos provocou forte reação dos colonos, que passaram a boicotar os produtos ingleses e a queimar publicamente os selos. Apesar de atenderem às exigências coloniais, em 1767 os ingleses impuseram novas restrições, principalmente a Lei do Chá, que dava o monopólio de comercialização do produto à Companhia das Índias Orientais.
Essa medida provocou um grave incidente. No ano de 1773, um grupo de colonos jogou ao mar um grande carregamento de chá em protesto à lei. O episódio, conhecido como Boston Tea Party, provocou fortes represálias da Inglaterra. O governo ingles decretou as Leis Intoleráveis, determinando a interdição do porto de Boston;o julgamento dos culpados em tribunais no exterior- em outras colônias ou na própria Inglaterra; e a obrigação imposta aos colonos de alojar tropasinglesas em território americano.
Nesse momento , teve início o processo que culminaria com a indepêndencia dos Estados Unidos.
O processo de independência
As Leis Intoleráveis provocaram a convocação do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, que reuniu em 1744, onde uma petição foi enviada ao Parlamento Britânico solicitando a revogação das leis. Com a recusa do rei Jorge III em atender às reivindicações coloniais, no anos seguinte os americanos reuniram-se no Segundo Congresso Continental de Filadélfia, com propostas nitidamente separatista.
Em 1775 teve início oficialmente a guerra, sendo George Washington nomeado comandante das forças rebeldes. Em 4 de julho de 1776, foi publicada a Declaração de Independência, por Thomas Jefferson, que continha a Declaração dos Direitos do Homem, baseada em princípios iluministas.
Após a vitória inglesa nas primeiras batalhas, em outubro de 1777 os americanos obtiveram a grande vitória de Saratoga, o que permitiu a Benjamin Franklin conseguir o apoio da França e da Espanha. Na Batalha de Yorktown, os ingleses foram derrotados e capitulados; em 1783, com o tratado de Versalhes, a Inglaterra reconheceu a independência dos Estados Unidos da América, elaborando sua Constituição em 1787. A partir daí, teve início a política expansionista do continente americano.
A Formação dos EUA
Antes da independência (1776) não havia uma colônia chamada
EUA. Essa denominação surge no contexto de ruptura com a metrópole.
O nome ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA surgiu em 1776, quando do 2°
Congresso Continental da Filadélfia, onde se reuniram representantes
das 13 colônias inglesas na América do Norte, que fizeram a
opção pelo separatismo frente a metrópole e ao mesmo
tempo resolveram promover a união das colônias (que se tornavam
Estados livres) na América.
Vale lembrar que as colônias eram independentes entre si, cada uma
possuía seu governador e suas próprias leis.
Ë interessante reparar portanto que os EUA eram um pequeno país,
a soma das treze colônias, que ocupava a faixa do litoral Atlântico.
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