Anúncio publicado pelo Soft Click
Como era Esparta
A evolução política de Esparta foi uma excessão no quadro da história das cidades-Estado gregas. Apesar de seus cidadãos terem a mesma origem que a das outras cidades gregas, Esparta não participou diretamente do movimento colonizador de muitas outras cidades gregas, mantendo-se isolada. Seus dirigentes condenavam as viagens e proibiam o comércio com o exterior. Com isso, não ocorreram os conflitos de classe resultantes dessa expansão. Assim, em Esparta não se desenvolveu a democracia, mais sim uma forma de governo ditatorial.
Esparta ficava situada na região da Lacônia, ao sudoeste da península do Peloponeso. Segundo a tradição, os fundadores da cidade foram os dórios que subjulgaram os aqueus da região. Os remanescentes desse povo passaram a viver nas terras periféricas, sendo chamados de periecos. Os periecos não eram escravos, mas não possuíam direitos políticos; trabalhavam em suas terras, dedicavam-se ao artesanato e participavam do exército.
Os únicos que tinham direito políticos eram os descendentes dos dórios; somente estes eram considerados cidadãos e eram denominados esparciatas ou espartanos. Eram guerreiros por excelência e, desde pequeno, recebiam uma educação militar especial.( faça um estudo mais profundo sobre a Educação espartana em História Antiga no nosso site )
Após se estabeleceram na Lacônia, os espartanos partiram para a conquista da vizinha planície da Messênia. Venceram a guerra e anexaram esse território. Por volta de 640 a.C., os messênios se revoltaram chegando a invadir a Lacônia, mas, após penosos combates, os espartanos acabam vencendo completamente. Os messênios derrotados foram reduzidos à servidão, passando a constituir a classe mais baixa da sociedade espartana, os hilotas. Os hilotas eram servos que não eram propriedade particular,mas, sim, pertenciam ao Estado espartano. Eram trabalhadores braçais e quase tudo que produziam era confiscado pelo Estado.
Como consequência desses combates com os messênios, os espartanos desenvolveram um estado militar, conservador e com uma política isolacionista. Isso impediu o desenvolvimento do espírito crítico e gerou um atrofiamento cultural, comparado com outras cidades gregas.
A organização social de Esparta era marcada pela imobilidade social. Era uma sociedade estamental claramente dividida: os espartanos que detinham o poder; os periecos, trabalhadores livres, mas sem direitos políticos e os hilotas, escravos do Estado espartano. Essa organização era atribuída a Licurgo, personagem provavelmente lendário.
O regime político espartano era aristocrático ou oligárquico, pois o poder era exercido apenas pela minoria dos espartanos. Estes mantinham um estado rigidamente militar, não só por temer invasões externas mas, também, para obter subjulgados a grande massa de hilotas, cujo número superava em muito seus conquistadores.
Havia dois reis ( dinarquia ), mas estes possuíam apenas funções religiosas e militares. Um conselho de anciãos, chamado gerúsia, elaborava as leis e constituía o principal tribunal de Esparta. A autoridade executiva máxima era exercida por cinco aristocratas, denominados éforos, que eram eleitos por uma assembléia geral dos cidadãos.
Anúncio publicado pelo Soft Click