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A marcha para a guerra, por um instante retardada pela atitude de Robespierre, precipitou-se nos primeiros meses do ano de 1792. A 9 de dezembro de 1791, os fayettistas conseguiram, graças ao apoio dos brissotins, impor a guerra ao Conde de Narbonne, que foi o instrumento da política belicosa no seio do ministério. A 25 de janeiro de 1792, depois que o eleitor de Trèves, amedrontado, cedeu, dispersando os ajuntamentos de emigrados, a Assembléia convidou o rei a perguntar ao imperador " se ele renunciava a todo tratado e convenção dirigido contra a soberania, a independência e a segurança da nação "- o que equivalia a exigir um desmentido formal da declaração de Pillnitz. O ministro dos Negócios Estrangeiros, de Laessart, tentou frear essa política belicosa ( Aguerrida ) , conseguindo o retorno de Narbonne.
A formação do ministério brissotin constituiu a resposta à volta de Narbonne. A Gironda se inflamou logo; Vergniaud denunciou os conselheiros perversos do rei. Brissot pronunciou contra o ministro empenhado na paz um riqusito violento: de Lessart doi acusado perante a Alta Corte, a 10 de março de 1792. Os outros ministros, apavorados, demitiram-se. Luís XVI, a conselho de Dumouriez que assumiu os Negócios Estrangeiros, convocou ao ministério os amigos de Brissot e da Gironda: Clavière para as Contribuições Públicas, Roland para o Interior, e mais tarde, a 9 de maio, Servan para a Pasta da Guerra. Antigo agente secreto, autêntico aventureiro, Dumouriez, que aderira à Revolução por ambição, tinha o mesmo objetivo de La Fayette: fazer uma guerra curta, depois reconduzir o exército vitorioso a fim de restaurar o poder monárquico. Para desarmar os Jacobinos, deu-lhes algumas Pastas: Lebrun-Tondu et Noel, amigo de Danton, para os Negócios Estrangeiros, Pache para o Interior. Os ataques contra a Corte cessaram imediatamente na imprensa girondina. Robespierre levou vantagem ao denunciar os compromissos dos intrigantes: a ruptura tornou-se definitiva entre seus partidários e a Gironda.
A declaração de guerra não se fez tardar, desde então, Leopoldo morreu subitamente a 1º de março. Seu sucessor, Francisco estava decidido a pôr fim à situação, mas se mostrava hostil a qualquer concessão: não respondeu a um ultimato que lhe foi dirigido a 25 de março. A 20 de abril de 1972, o rei se rendeu à Assembléia, a fim de propor a declaração de guerra ao " rei da Hungria e da Boêmia ", isto é, à Áustria apenas, e não ao Império. Somente uma dezena de deputados votou contra a declaração de guerra.
A guerra não devia corresponder aos cálculos de seus promotores, nem aos da Corte nem aos da Gironda.Mas contribuiu para exaltar o sentimento nacional e aureolou os Girondinos com um prestígio persistente, que as catástrofes pereceram finalmente, não foi porque haviam desejado a guerra que acabou por mostrar a nação a si mesma, mas por não terem sabido conduzi-la.