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DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA


A VIAGEM DO DESCOBRIMENTO
"Amigos, venham conosco; por que querem ainda viver aqui na miséria? Acharemos casas com telhas de ouro e voltaremos ricos e gloriosos". Com palavras deste tom que Martín Alonso Pinzón, convenceu dezenas de homens a participar da expedição de Colombo. Mais a frente na expedição a caminho das Índias, uma calmaria retinha a pequena frota perto das Canárias, de onde seguiram viagem depois de uma parada que durou de 10 de agosto a 6 de setembro de 1492, já com temor de que estaria por vir.
Talvez apenas Cristóvão Colombo mantivesse a serenidade e a confiança. Estava certo do êxito desde que saíra do porto fluvial de Palos, sobre o rio Tinto, na Espanha, com uma frota de três navios: "Niña", "Pinta" e "Santa Maria". O verdadeiro nome de "Niña" era "Santa Clara", mas como pertencia à família Niño de Palos era conhecida por este apelido. "Pinta" também tinha um nome oficial, mas este não ficou registrado na história. "Santa Maria" chamava-se "Gallega" porque seu proprietário era galego. Esta, com 39 homens é que capitaneava a expedição, sob o comando pessoal de Colombo. Martín Alonso Pinzón dirigia a "Pinta", com 26 tripulantes. Vicente Yánez Pinzón, a "Niña", com 22. Ao todo eram 87 homens.
Esta frota que a 3 de agosto de 1492, levantou âncoras em Palos e desceu em direção à barra de Saltes para esperar o vento. Numa quinta-feira perto da Canárias, de novo a frota esperava o vento. Mas a aragem que começou a soprar às três horas da manhã de sábado não foi saudada com alegria. O temor de não mais ver terra invadia toda a tripulação.
Colombo percebeu que deveria afastar as suspertições de sua tripulação, a viagem estava cada vez mais longa e os homens temiam o vento do levante que soprava durante muito tempo, e que talvez não houvesse brisa que os levasse de volta a Espanha.
No dia 25 de setembro, Martín acreditou ter visto terra. Colombo caiu de joelhos e todos entoaram o "Gloriain excelsis Deo", de rostos voltados para o chão. Quando se ergueram viram apenas nuvens. A 7 de outubro as nuvens também enganaram a "Niña", que disparou um tiro, sinal convencionado para terra à vista. Estas sucessivas desilusões tinham efeitos deprimentes. Escreveu Fernando Colombo, filho do descobridor, que "era tanta a ansiedade de ver terra que os homens não acreditavam mais em sinal algum".
Martin Alonso chegou a pedir uma mudança de rota para Oeste a fim de atingir Cipango, o Japão de Marco Polo. A 10 de outubro Colombo enfrentou os marinheiros dizendo que eram inúteis as lamentações porque "tinha decidido ir as Índias e continuaria até a meta, com a ajuda de Deus". Consentiu porém, em alterar o rumo, ante a visão de pássaros que voavam de norte para sudoeste "pela qual coisa era para se crer que fossem passar a noite em terra".
Na noite de 11 para 12 de outubro de 1492, com mar grosso, Colombo voltou à sua rota do poente, mas por pouco tempo: uma marinheiro da "Pinta", Rodrigo de Triana, anunciou terra à vista. Para Colombo o anúncio era desnecessário. Desde as 10 da noite, estando no castelo de proa, ele avistava uma luz.
Sem acreditar nos próprios olhos, chamou o despenseiro Pero Gutierrez, e também ele viu a luz. Depois chamou Rodrigo Sanchez, de Segovia, que se encontrava a bordo como inspetor dos reis espanhóis, mas ele nada viu.
A terra apareceu claramente às 2 horas da madrugada, à distância de umas duas léguas. As naus pararam pelo resto da noite. Aquele solo era uma ilha do extenso arquipélago situado entre o golfo do México e o mar das Caraíbas, mais tarde denominado Antilhas. Navegaram em torno procurando um lugar onde aportar, afinal encontrado a oeste. Na costa, intrigados com os monstros marinhos de asas brancas, homens, mulheres e crianças aglomeravam-se inteiramente nus.
Colombo desembarcou numa chalupa (barco de vela e remos) na companhia de Martín Alonso e Vicente Yánez. Viu muita água corrente e frutos de vários tipos. Todos se ajoelharam, beijaram a terra e deram graças a Deus. Cristóvão trazia a bandeira real, os Pinzón duas bandeiras com a cruz verde e as letras F e Y (Fernando e Ysabel), emblemas de suas naus. Na presença do escrivão da armada, Rodrigo Escobedo, tomaram posse da ilha em nome dos reis da Espanha. Esta primeira terra descoberta, chamada pelos nativos de Guanahani, recebeu o nome de San Salvador. Era umas das ilhas Bahamas.


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