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O Movimento Bandeirante

O responsável por levado o povoamento para os atuais estados de Minas Gerais, Goias e Mato Grosso, nasceu na Capitania de São Vicente, mais notadamente na Vila de São Paulo.

O que explica o movimento bandeirante ter nascido em São Paulo é o desenraizamento dos paulistas causados pelo fracasso da lavoura açucareira.

Aconteceram dois tipos de bandeiras: as caça ao índio e as de procura de riquezas minerais.

Bandeiras de caça ao índio:

As bandeiras de caça ao índio aconteceram na primeira metade do século XVII, durante a ocupação holandesa no Nordeste.

Além de terem conquistado parte do Nordeste, os holandeses tomaram de Portugal, praças africanas fornecedoras de escravos, como a Angola e São Tomé. Monopolizando o tráfico, cortaram o fornecimento de negros ao Brasil, passando a abastecer de escravos africanos somente as regiões que estavam em seu poder.

Os paulistas passaram a caçar os índios para vendê-los às regiões carentes de negro.A Atividade revestiu-se de um cunho empresarial.

Organizando expedições os paulistas tomaram os rios Tietê e Paraná e entraram para o interior, aprisionando milhares de índios que eram vendidos, principalmente à Bahia.

As missões de jesuítas espanhois localizadas na bacia do Rio Paraná foram atacadas e destruídas pelos bandeirantes, enquanto o gado criado pelos padres foi abandonado, servindo depois para o povoamento da Região Sul.

Na metade do século XVII, os holandeses foram expulsos do Brasil e os centros africanos foram recuperados. Normalizando o tráfico negreiro, os paulistas deixaram de caçar índios com o objetivo de vendê-los, terminando o ciclo de caça ao índio.

Bandeiras de procura de riquezas minerais:

Os Paulistas tomaram os rios Paraíba do Sul e das Velhas e entraram para o interior, na procura de ouro e pedras preciosas. Em 1693, Antônio Rodrigues Arzão descobriu as primeiras jazidas auríferas no atual estado de Minas Gerais, onde hoje é Ouro Preto.

No início do século XVIII, foi descoberto ouro nos atuais estados de Goiás e Mato Grosso, acontecendo um novo deslocamento populacional à região.

Aconteceram ainda mais dois tipos de bandeiras: as bandeiras de contrato( bandeiras paulistas eram contratados para atacar quilombos ou reprimir ataques de índios, como Domingos Jorge Velho, que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, localizado no atual estado de Alagoas, em terras pertencentes à Capitania de Pernambuco ) e as monções( expedições fluviais que partiam de São Paulo para abastecer a região mineradora).

Diferanças entre Entradas e Bandeiras:

De um modo geral, as entradas eram expedições oficiais que não passavam a linha de Tordesilhas e visavam a exploração de uma região( algumas entradas também foram realizadas para procurar ouro ). As Bandeiras, ao contrário, eram particulares, ultrapassavam Tordesilhas e visavam lucros, ou seja, encontrar riquezas minerais ou caçar índios para vendê-los como escravos.

Principais Entradas:

1504 Américo Vespúcio realiza uma penetração pioneira na região de Cabo Frio ( RJ )

1531 Autorizada por Martim Afonso, visando encontrar ouro e seguindo em direção do sertão paulista, sob o comando de Francisco Chaves e Pero Lobo, foram devorados pelos índios carijós.

1575 Antônio Dias Adorno, filho de Caramuru, partiu da Bahia, aprisionando inúmeros índios.

1595 Belchior Dias Moréia, neto de Caramuru, alcançou o interior de Sergipe e, ao regressar, afirmou ter encontrado prata, o que não foi absolutamente provado.

Principais Bandeiras:

Fernão Dias Paes, " O Caçador ou Governador da Esmeraldas ".

Bartolomeu Bueno da Silva, " O Anhanguera", descobriu ouro em Goiás

Domingos Jorge Velho, que alugou as suas armas às autoridades ( sertanismo de contrato ) e destruiu o famoso Quilimbo de Palmares, na Serra da Barriga em Alagoas.

Raposo Tavares, destruiu as missões jesuítas do Guairá ( PR ), Tape ( RS ) e Itatim ( MS ).


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