Introdução
A Inglaterra iniciou seu processo de expansão marítima no final do século XV, após a Guerra das Duas Rosas, com a ascensão da Dinastia Tudor, que deu início a formação do absolutismo e desenvolveu uma política mercantilista. No entanto, as expedições que a princípio pretendiam encontrar uma passagem para o Oriente, não tiveram resultados efetivos, seja pelos conflitos com a Espanha, ou com os povos indígenas na América do Norte.
A Inglaterra
No século XVII a Inglaterra vivia uma conjuntura favorável à colonização. O comércio havia dado origem a uma burguesia enriquecida e dotado o país de uma grande frota, pois no século anterior, principalmente do reinado de Elizabeth I, o mercantilismo havia se imposto, utilizando-se inclusive das atividades dos corsários; a Espanha, em decadência, não tinha condições de manter os territórios que julgava seus pelo Tratado de Tordesilhas. Do ponto de vista social, havia nas cidades inglesas uma grande massa de homens pobres, resultado do êxodo rural, provocado pelos cercamentos e outra camada de origem burguesa, porém que sofria com as perseguições religiosas. Parte desses dois grupos migraram para as colônias da América do Norte.
A Empresa Colonizadora
O início da colonização da América do norte
pelos ingleses deu-se a partir da concessão real a duas empresas
privadas: A Companhia de Londres, que passou a monopolizar a colonização
das regiões mais ao norte, e a Companhia de Plymonth, que recebeu
o monopólio dos territórios mais ao sul. Dessa maneira dizemos
que a colonização foi realizada a partir da atuação
da iniciativa privada. Porém subordinadas as leis do
Estado.
A primeira colônia inglesa foi a Virgínia, que nasceu a partir
da fundação da cidade de Jamestown, mas a efetiva ocupação
e desenvolvimento da região levaria algumas décadas, ao longo
das quais foram estabelecidas outras colônias na região sul:
Maryland (colônia católica, em 1632) Carolina Do Norte e Carolina
do Sul (1663) e Geórgia (1733). Nessas colônias desenvolveu-se
a estrutura tradicional de produção, caracterizada pelo latifúndio
monocultor, voltado para a exportação segundo os interesses
da metrópole, utilizando o trabalho escravo africano.
As Colônias do Norte têm sua origem na fundação da cidade de New Plymonth ( Massachussets) em 1620, pelos peregrinos do mayflower, puritanos que fugiam da Inglaterra devido as perseguições religiosas e que estabeleceram um pacto, segundo o qual o governo e as leis seguiriam a vontade da maioria. A partir de NewPlymonth novos núcleos foram surgindo, vinculados a atividade pesqueira, ao cultivo em pequenas propriedades e ao comércio. No entanto a intoler6ancia religiosa determinou a migração para outras regiões e assim novas colônias foram fundadas: Rhode Island e Connecticut (1636) e New Hampshire (1638). Nessa região, denominada genericamente de Nova Inglaterra as colônias prosperaram principalmente devido ao comércio. Do ponto de vista da produção, a economia caracterizou-se pelo predomínio da pequena propriedade policultora, voltada aos interesses dos próprios colonos, utilizando-se o trabalho livre, assalariado ou a servidão temporária.
As Colônias do Centro foram as últimas a surgirem, após a Restauração da Monarquia inglesa em 1660. A ocupação daregião ocorreu principalmente por refugiados religiosos e foi onde opensamento liberal rapidamente enraizou-se, tanto do ponto de vista político como religioso. Nova Iorque, Pensilvânia, Nova Jérsei e Delaware desenvolveram tanto a agricultura em pequenas propriedades como a criação de animais, com uma produção diversificada e estrutura semelhante à da Nova Inglaterra.
A Organização Política
As 13 colônias eram completamente independentes entre si, estando
cada uma delas subordinada diretamente à metrópole. Porém
como a colonização ocorreu a partir da iniciativa privada,
desenvolveu-se um elevado grau de autonomia político-administrativa,
caracterizada principalmente pela idéia do auto-governo.
Cada colônia possuía um governador, nomeado, e que representava
os interesses da metrópole, porém existia ainda um Conselho,
formado pelos homens mais ricos que assessorava o governador e uma Assembléia
Legislativa eleita, variando o critério de participação
em cada colônia, responsável pela elaboração
das leis locais e pela definição dos impostos.
Apesar dos governadores representarem os interesses da metrópole,
a organização colonial tendeu a aumentar constantemente sua
influência, reforçando a idéia de direitos próprios.
O Desenvolvimento Econômico
As características climáticas contribuíram para
a definição do modelo econômico de cada região,
o clima tropical no sul e temperado no centro-norte. no entanto foi determinante
o tipo de sociedade e de interesses existentes. Na região centro
norte a colonização foi efetuada por um grupo caracterizado
por homens que pretendiam permanecer na colônia (ideal de fixação),
sendo alguns burgueses com capitais para investir, outros trabalhadores
braçais, livres, caracterizando elementos do modelo capitalista,
onde havia a preocupação do sustento da própria colônia,
uma vez que havia grande dificuldade em comprar os produtos provenientes
da Inglaterra.
A agricultura intensiva, a criação de gado e o comércio
de peles, madeira, e peixe salgado, foram as principais atividades econômicas,
sendo que desenvolveu-se ainda uma incipiente indústria de utensílios
agrícolas e de armas. Em várias cidades litorâneas o
comércio externo se desenvolveu, integrando-se às Antilhas,
onde era obtido o rum, trocado posteriormente na África por escravos,
que por sua vez eram vendidos nas colônias do sul: Assim nasceu o
Comércio Triangular, responsável pela formação
de uma burguesia colonial e pela acumulação capitalista.
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